O título que deram em português para o filme é ridículo - essa é a primeira coisa a ser dita.
Bergfest é uma alusão ao Dogma, que é uma das inspirações do filme, e também uma palavra alemã que remete a um ponto de uma jornada, como por exemplo - em um curso de quatro anos e você chega aos dois anos: você atingiu o bergfest, o pior já passou.
Como eu sei tudo isso? Conversa com o diretor Florian Eichinger depois da exibição no Festival do Rio.
O filme em si não é nota 10, mas vale bastante como experiência e principalmente como observação das relações alemãs, como diz o próprio diretor "onde há muita coisa debaixo do tapete e que fica não dita até que chega a um auge". O auge da personagem principal é o bergfest do título, em que ele se confronta com o pai de uma maneira que nunca havia feito antes.
Comentei com o diretor que as reações das personagens só poderiam ser alemãs mesmo, brasileiros nunca poderiam reagir daquela forma - ele perguntou "hum, em quais casos?" e a sala toda "todo o tempo".
Eu rejeito estereótipos, mas esse filme reforçou o estereótipo que temos de alemães: analíticos, frios, e que não expressam suas emoções. Eu não gosto de spoiler, então quem ver o filme me conta o que achou.
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